Terca-Feira, 20 de Outubro de 2020

Projeto audiovisual visita aldeia indígena da Ilha do Bananal para contar mitos da comunidade




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No dia 21 de março, a equipe da Zureta Filmes, de São Paulo, inicia uma imersão nas tradições de comunidades indígenas de três estados brasileiros para coletar e produzir em conjunto com jovens moradores das aldeias um média-metragem em capítulos sobre os mitos indígenas. Durante 30 dias, o grupo formado por cinco profissionais visitará as aldeias São João (Javaé, Parque do Araguaia, Ilha do Bananal, TO) – de 22 a 27 de março –, Afukuri (Kuikuro, Parque do Xingu, MT) – de 1º a 6 de abril – e São João (Kadiwéu, MS) – de 10 a 16 de abril –.

Após a coleta de informações e de imagens, o grupo retornará a São Paulo onde realizará a montagem e animação do filme. No segundo semestre de 2019, o grupo retornará às aldeias para apresentar às comunidades o resultado do projeto para logo em seguida apresentar ao público em geral.  O projeto "Mitos indígenas em travessia" é realizado pela Zureta Filmes com o patrocínio da Energisa por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura, vinculada ao Ministério da Cidadania.

Participam da primeira etapa do trabalho a diretora Julia Vellutini, o artista e animador Wesley Rodrigues, o diretor de fotografia Eduardo Makino, a coordenadora Débora Renata R. de L. Pinto e o técnico de Som Direto Igor Pera. O projeto Mitos Indígenas Em Travessia tem como objetivo principal coletar e disseminar a cultura de comunidades indígenas por meio da troca de experiências e conhecimento em   aldeias de etnias diversas.

O grupo ficará de seis a sete dias em cada aldeia onde irá conviver com a comunidade   e desenvolver o trabalho de pesquisa por meio da troca de experiências e conhecimento. Serão selecionados os parceiros locais para a cocriação do roteiro de audiovisual e a captação de imagens para o filme de animação.

Durante a imersão, em cada aldeia será formado um grupo de até 15 jovens locais que participará de uma convivência para a troca de informações e conhecimentos. Entre os conteúdos que serão abordados por parte da equipe da Zureta Filmes está a construção de narrativas para o audiovisual com base no tema dos mitos locais, como também conhecimentos técnicos de captação de imagem e som e ilustração. 

A partir de então, todas as ações seguintes serão realizadas em conjunto pelos jovens e a equipe da produtora de filmes. O grupo realizará as pesquisas e escolherá os membros da aldeia que serão entrevistados e filmados durante o processo de transmissão dos mitos. Dessas entrevistas serão retiradas as informações para a construção do pré-roteiro que alimentará o filme animado. O grupo pesquisará e decidirá quais as locações que melhor representam os mitos relatados.

Juntos, esse grupo iniciará a fase de pesquisa e seleção dos mitos, elegendo os personagens locais de cada aldeia com aptidão para contação e transmissão de mitos locais. Estes personagens serão entrevistados conjuntamente e convidados a serem filmados durante suas respectivas transmissões dos mitos. Desses personagens, o grupo elegerá 2 que se tornarão a base para a construção do pré-roteiro que alimentará o filme a ser produzido.

O material colhido nas aldeias seguirá para a produtora em São Paulo para ser editado, animado e sonorizado. O filme irá incorporar animações que se sobrepõem às imagens captadas nas aldeias, construindo assim uma nova narrativa animada. Os personagens citados nos mitos e discutidos em grupo ocuparão o mesmo plano das imagens captadas. No lugar das cenas documentais, entrarão cenas animadas por cima de material captado nas aldeias, apresentando graficamente os seres e elementos que aparecerão nos mitos. O média-metragm será apresentado às comunidades indígenas de 1º de novembro a 20 de dezembro. O projeto contará ainda com uma plataforma digital e um canal no Youtube onde o filme poderá ser visto e compartilhado gratuitamente.

A diretora Julia Vellutini comemora a parceria com a Energisa que aceitou patrocinar o projeto "Mitos indígenas em travessia" por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. "Não fosse pelo patrocínio da Energisa, parte a história remanescente desses povos que compõem a matriz da identidade étnica e cultural brasileira aos poucos pode ir se perdendo", afirma a diretora.

 "Este projeto tem como objetivo não apenas captar as imagens e divulga-las ao público, mas também pretende ser uma parte importante no resgate de tradições, vivências e falares indígenas tão importantes para a preservação cultural bem como para oferecer um novo olhar sobre essas comunidades, e assim dar mais um passo em direção ao conhecimento sobre quem somos, de onde viemos e o que queremos para o nosso futuro como seres humanos", completa Julia.

O público poderá acompanhar o projeto pelas redes sociais Facebook/@mitosindigenasemtravessia e Instagram/@mitosindigenasemtravessia. Durante o trajeto e a imersão nas aldeias o grupo irá postar seu diário de viagem em fotos, vídeos e textos.


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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