Segunda-Feira, 23 de Novembro de 2020

Manifestantes fazem atos em Belém para lembrar os 55 anos do golpe inicial da ditadura militar




COMPARTILHE

Neste domingo, dia (31) atos simbólicos em Belém, reuniram centenas de pessoas, incluindo professores, pesquisadores, comunicadores, estudantes e sociedade civil, a data que marca o dia do golpe que instaurou a ditadura militar completa 55 anos. Pela manhã, os manifestantes se concentraram ao lado do Theatro da Paz; já durante a tarde outro grupo se reuniu em frente a Casa das Onze Janelas, no centro histórico da capital.

O golpe de estado de 1964 precedeu um período de ditadura militar em que não houve eleição direta para presidente no Brasil. O Congresso Nacional chegou a ser fechado, mandatos foram cassados e houve censura à imprensa. De acordo com a Comissão da Verdade, 434 pessoas foram mortas pelo regime ou desapareceram – somente 33 corpos foram localizados.

Sem comemorações - Durante a manhã, aproximadamente cem pessoas passaram pelo ato, de acordo com os organizadores. A professora de história Maíra contou que o evento foi criado para dar uma resposta ao pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, a respeito da comemoração do início da ditadura militar no Brasil, em 1964. "Nossa militância política não é partidária, estamos aqui pela democracia e pelos direitos humanos", disse.

Para o advogado José Maria, membro da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, é necessário que a sociedade se manifeste em respeito aos mortos, desaparecidos, perseguidos e violentados no período da ditadura.

"O governo está fazendo uma falsa leitura desse momento histórico e colocando o golpe militar como um movimento democrático e o trazendo para as novas gerações como se fosse legítimo. Precisamos alertar que é um momento ruim da história, indesejado.", comenta. No centro histórico da capital, cerca de 500 pessoas se reuniram, segundo os organizadores. Para o jornalista Elias Santos, a ditadura foi um tempo que requer reflexão e não celebrações.

“Nós, enquanto um grupo de comunicadores pela democracia, não poderíamos jamais deixar passar em branco esse dia diante das absurdas declarações. A ditadura foi um horror, um tempo de exceção. Não deve nunca ser lembrada como comemoração e sim com pesar para que nunca esqueçamos e não deixemos que se repita”, afirma.


Autor: AMZ Noticias com G1


Comentários
O Norte Araguaia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Norte Araguaia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias