Sexta-Feira, 30 de Outubro de 2020

Estudo revela que 60% dos alunos da rede pública de Belém estão insatisfeitos com merenda




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Um levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) revela que 60% dos estudantes da rede pública estão insatisfeitos com a merenda escolar. A fiscalização aconteceu em 15 escolas da rede municipal de ensino escolhidas pelo conselho de alimentação escolar. Entre as irregularidades foram identificadas a falta de alguns alimentos, estrutura inadequada de cozinhas e refeitórios como buracos no teto e janelas sem tela de proteção.

“As escolas foram selecionadas pelos próprios conselheiros de alimentação escolar a partir das experiências que eles tinham em relação ao conhecimento dessas escolas usando o critérios objetivos como número de alunos, localização das escolas e o impacto sobre ela em determinada comunidade”, disse a conselheira do TCE.

Segundo o TCE, 1390 alunos são afetados com as irregularidades. O relatório afirma que 59% dos estudantes ouvidos consideram a comida razoável ou ruim, enquanto 41% deles aprovaram a merenda. Ainda segundo a fiscalização realizada, os alunos satisfeitos pertencem às escolas municipais que cultivam alguns alimentos.

De acordo com um pedagogo, a alimentação está totalmente relacionada à qualidade do aprendizado. “Alguns alunos saem de casa sem ter tido nenhuma alimentação e muitas vezes passam mal na escola e o coordenador pedagogo vira e mexe pergunta se o aluno conseguiu comer. Esse aluno que fica sem comer, naturalmente vai refletir na aprendizagem. Ai fica a pergunta, como esse aluno vai conseguir fazer alguma atividade escolar sem ele ter se alimentado?”, diz Ival Rabêlo.

No total, Belém tem 199 escolas municipais. A Secretaria de Educação discorda da fiscalização realizada em 8% das unidades e diz que os dados apontados não podem ser considerados irregulares.

A Seduc, a Fundação Escola Bosque e a Fundação Municipal de Assistência ao Estudante que gerencia o deposito de merenda escolar já se manifestaram sobre as irregularidades e apresentaram prazo que variam 30 a 180 dias para serem resolvidos os problemas. A Seduc informou que uma licitação predial já foi feita e cada empresa vai trabalhar em uma média de 20 escolas onde serão feitos reparos em forros, cozinhas e parte estrutural das escolas.


Autor: AMZ Noticias com G1


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