Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2020

João Arcanjo e genro são presos acusados de chefiar jogo do bicho e lavagem de dinheiro




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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a operação “Mantus”, com o objetivo de prender, segundo a Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), duas organizações criminosas envolvidas com lavagem de dinheiro e com o Jogo do Bicho.

De acordo com a polícia, uma das organizações é liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, já a outra seria liderada por Frederico Muller Coutinho. Os três estão presos.

A operação visa dar cumprimento a 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu. As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em mais 5 cidades do interior do Estado. Arcanjo foi preso na sua residência, e seu genro, Giovanni Zem, detido no aeroporto de Guarulhos (SP) com apoio da Polícia Federal.

"As investigações tiveram início em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho no Estado de Mato Grosso, e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões", diz a polícia. Apenas durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa de Arcanjo, a Polícia Civil apreendeu R$ 201,8 mil em espécie.

Prisão de Arcanjo -  Por volta das 9h10, o bicheiro João Arcanjo foi conduzido  GCCO) para a Academia de Polícia, no bairro São João Del Rey, em Cuiabá. Ele deixou sua residência em um veículo da Polícia Civil, Toyota, modelo Corolla, descaracterizado.

Os "líderes" - João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “Comendador”, é acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso, nas décadas de 80 e 90, sendo o maior “bicheiro” do Estado, além de estar envolvido com a sonegação de milhares de Reais em impostos, entre outros crimes.

No ano de 2002, Arcanjo foi alvo da operação da Polícia Federal, Arca de Noé, em que teve o mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de contravenção penal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídio. A prisão do bicheiro foi cumprida em abril de 2003 no Uruguai.

Arcanjo conseguiu a progressão de pena do regime fechado para o semiaberto em fevereiro de 2018, após 15 anos preso. O empresário Frederico Müller Coutinho é um dos delatores da Operação Sodoma, que investigou fraudes que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa. Ele trocava cheques no esquema e chegou a passar dinheiro para o então braço direito do ex-governador. Os cheques teriam sido emitidos como parte de um suposto acordo de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador.

Segundo a Polícia Civil, durante as investigações mais recentes, foi identificada uma acirrada disputa de espaço pelas organizações, havendo situações de extorsão mediante sequestro praticada com o objetivo de manter o controle da jogatina em algumas cidades.

Os investigadores também identificaram remessas de valores para o exterior, com o recolhimento de impostos para não levantar suspeitas das autoridades. Foram decretados os bloqueios de contas e investimentos em nome dos investigados, bem como houve o sequestro de ao menos três prédios vinculados aos crimes investigados.


Autor: AMZ Noticias com Midia News


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