Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2020

Estudo da UNEMAT de Nova Xavantina sobre o barueiro é destaque em revista de Fruticultura




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O trabalho intitulado “Adubação fosfatada e nitrogenada na produção de mudas de barueiro (Dipteryx alata)”, desenvolvido por docentes e acadêmicos da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), do Câmpus de Nova Xavantina, a 650 km da capital Cuiabá, foi publicado na edição número 5 do volume 41 da Revista Brasileira de Fruticultura (RBF) no ano de 2019.

A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da então acadêmica Erika Katianne Costa Pinho que, sob a orientação da Doutora Ana Cláudia Costa, contou ainda com a colaboração dos doutores Cesar Crispim Vilar e Manoel Euzébio de Souza, da agrônoma Aline Borges Vilela Silva e do acadêmico do curso de Ciências Biológicas Carlos Henrique Gomes de Oliveira para a publicação dos resultados.

De acordo com o trabalho, “o barueiro (dipteryx alata), frutífera nativa do cerrado, tem despertado o interesse de produtores e consumidores devido a suas múltiplas possibilidades de uso.” O experimento foi desenvolvido no viveiro da UNEMAT de Nova Xavantina entre dezembro de 2017 e abril de 2018 com o objetivo de avaliar o crescimento das mudas de barueiro com a realização de adubações fosfatadas e nitrogenadas. O estudo destaca que o maior crescimento das mudas se deu com uma maior concentração de fósforo associado a uma adubação nitrogenada e que não houve efeito isolado da adubação fosfatada no crescimento das mudas sem a aplicação de nitrogênio.

O barueiro (Dipteryx alata Vog.), espécie arbórea disseminada no bioma cerrado, pertence à família Fabaceae e é considerada uma das mais promissoras para cultivo devido às múltiplas possibilidades de utilização. A planta foi incluída em uma lista de oito espécies frutíferas nativas, prioritárias na região Centro-Oeste do Brasil, as quais foram compiladas pelo governo brasileiro para incentivar o uso sustentável destas espécies a curto prazo.

A literatura atual ainda carece de estudos relacionados ao cultivo das frutíferas nativas do cerrado, que ainda são subutilizadas devido ao desconhecimento científico e à falta de incentivos para a comercialização; assim, grande parte da exploração ainda é feita de forma extrativista, e dados oficiais sobre a produção e a comercialização de baru são escassos.

Tanto a polpa quanto a amêndoa (castanha) do baru podem ser usadas na alimentação humana. Após torrada, a castanha possui alto valor agregado, sendo comercializada por aproximadamente 100 reais o quilo, em empórios e supermercados, e pode ser utilizada na elaboração de diversos produtos, como paçocas, pés-de-moleque, barras de cereais, pães, biscoitos, licores, óleo e, ainda, como fonte de inspiração na gastronomia. A castanha possui propriedades funcionais relacionadas ao perfil de ácido graxos, principalmente oleico e linoleico, e ao teor de fito esteróis, vitamina E, selênio e fibra alimentar, especialmente as insolúveis.

O uso do baru, em produtos alimentícios tradicionais e em dietas saudáveis, além de aumentar o valor nutritivo destes, ainda contribui para a preservação do bioma cerrado e para o aumento da renda e a qualidade de vida das comunidades rurais que exploram esse recurso genético vegetal.

Considerando as características da planta e dos frutos de baru, principalmente sua rusticidade, capacidade de adaptação a diversos tipos de solo, multiplicidade de uso da planta, possibilidade de consórcio com pastagens e as características funcionais da amêndoa, pode-se afirmar que esta espécie apresenta grande potencial de cultivo em sistemas produtivos mais sustentáveis.

 


Autor: Rubens Bedin com Unemat


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