Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020

Ministério Público emite alerta para desmatamento e queimadas ilegais no Pará




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Segundo dados do Instituto Nacional de pesquisas espaciais (INPE), o sistema de detecção de alertas de desmatamento que monitora mediante satélite alertas de evidência de alteração da cobertura florestal na Amazônia, houve um aumento de 3,4 vezes dos índices de desmatamento em relação aos três primeiros meses de 2019.

Somente em 2020 foram desmatados 796 km² de área florestal, tendo o Pará contribuído para esse índice com 257 km², estando em segundo lugar dentre todos os Estados brasileiro no ranking daqueles que mais desmataram. O município de Altamira foi o que apresentou o mais alto índice na Amazônia, com 90 km² desmatamentos.

Desde a chegada da pandemia do novo coronavírus no Estado do Pará, a preocupação com o desmatamento cresceu ainda mais devido a redução das atividades administrativas em todos os setores. A pandemia cooperou para a redução das fiscalizações pelos órgãos federais de defesa ambiental, ações essas que já se encontravam mais esparsas.

No intuito de reforçar o combate ao desmatamento irregular e queimadas no Pará, o Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAOMA), do Ministério Público do Estado, elaborou um roteiro de atuação funcional, dirigido às Promotorias de Justiça com atribuição ambiental indicando os mecanismos a serem acionados no tocante a fiscalização desses ilícitos. O roteiro também visa estimular ações de esclarecimento e sensibilização da população, visando alertar a sociedade para tão grave quadro ambiental.

De acordo com o Promotor de Justiça José Godofredo Pires dos Santos, Coordenador do CAOMA, a ação é motivada pela gravidade da situação. “Este é um quadro preocupante, pois em 2019 tivemos um aumento vertiginoso do desmatamento na Amazônia, gerando forte repercussão nacional e internacional, considerando a importância do nosso bioma na regulação do clima do planeta, impactando diretamente na atividade econômica, inclusive na produção agrícola da região sul, sudeste e centro-oeste do Brasil. O quadro que se avizinha em 2020 é um prenúncio preocupante do avanço da degradação, devendo ser combatido de forma imediata, daí a pertinência da mobilização do MP e da sociedade”, conclui o agente publico.


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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