Segunda-Feira, 25 de Maio de 2020

Pacientes com doenças autoimunes e lúpus sofrem com a falta de hidroxicloroquina no Tocantins




COMPARTILHE

Mesmo com a hidroxicloroquina ainda em fase de testes e sem confirmação da eficácia no combate à Covid-19, os medicamentos a base do fármaco – como o Reuquinol – já não são encontrados nas prateleiras das drogarias do Tocantins. A substância é utilizada para tratamento de lúpus, artrite, doenças fotossensíveis e autoimunes.

Desabastecimento devido à Covid-19 – Nossa reportagem consultou nesta segunda-feira, 11, quatro redes de farmácias da Capital sobre a disponibilidade do medicamento, que foram unânimes em confirmar o desabastecimento. As drogarias alegam que a dificuldade em adquirir o produto veio com o advento da Covid-19 no Brasil. A hidroxicloroquina tem entre seus principais defensores o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), apesar da Organização Mundial da Saúde (OMS) não confirmar a efetividade da substância contra o novo coronavírus.

A humanidade é triste - O desabastecimento não acontece só na Capital. Diagnosticada com lúpus, Everalda Freire relatou à Coluna do CT dificuldade de encontrar o produto em Pedro Afonso, acrescentando que será obrigada a recorrer a manipulação, que é mais cara. “A humanidade é triste. Estão se aproveitando de uma tragédia para lucrar, explorando em cima de quem precisa tomar o Reuquinol. Antes comprávamos a caixa com 30 comprimidos por R$ 70,00. Como nas farmácias não tem mais, somos obrigados a mandar fazer manipulados e custa R$ 150,00. Deixo aqui a minha revolta”, disparou.

Reuquinol era de venda livre - O presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF) do Tocantins, Maykon Paiva, explicou à Coluna do CT que a não necessidade de receita para adquirir medicamentos a base de hidroxicloroquina foi um dos principais responsáveis pelo desabastecimento. “Era um medicamento de venda livre e, diante da situação [pandemia de Covid-19], as pessoas pegaram todas as caixas. Desapareceu da farmácia”, narrou.

Prioridade aos hospitais - Posteriormente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu os remédios a base de hidroxicloroquina para venda apenas com receita. Entretanto, Maykon Paiva acrescenta que tal medida não foi o suficiente para o desabastecimento, isto porque o governo federal – com a defesa da substância contra o coronavírus capitaneada por Jair Bolsonaro – também tem adquirido os medicamentos, passando a priorizar hospitais e unidades básicas de saúde. “Não tem chegado em modo suficiente para atender as drogarias”, conta.

Manipulação - Alternativa utilizada por Everalda Freire, a manipulação do medicamento pode ser um caminho para pacientes das doenças tratáveis com hidroxicloroquina, defende o presidente do CRF do Tocantins. Maykon Paiva diz que, apesar de vir “em pequena quantidade”, os insumos para a produção do remédio ainda tem chegado no Estado, sendo que o único problema continua sendo um preço mais alto em relação ao fabricado. O farmacêutico adiantou que está previsto para daqui a 15 dias a reposição dos ingredientes para manipular o produto.


Autor: AMZ Noticias com Cleber Toledo


Comentários
O Norte Araguaia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Norte Araguaia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias