Domingo, 31 de Maio de 2020

Membros da Comissão de Saúde da Assembleia de MT defendem que isolamento social continue




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Membros da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativo de Mato Grosso destacaram, nesta terça (12), a importância da manutenção do isolamento social como forma de prevenir a infecção e propagação do novo Coronavírus (Covid-19) no Estado.

“O isolamento social é unanimidade dentro da comissão. Nós somos quatro médicos e um técnico de saúde e, logicamente, não poderia ser diferente. A partir do momento que isolamos, evitamos que a curva tenha um pico muito acentuado e com isso, o sistema de saúde dá conta de todos os atendimentos. Se nós não fizermos isso e essa flexibilização colocar todo mundo na rua, com certeza vai haver um aumento, um pico acentuado, e o sistema não vai suportar”, afirmou o presidente da comissão, deputado Doutor Eugênio (PSB).

Durante reunião extraordinária realizada nesta manhã, o médico sanitarista e deputado estadual, Lúdio Cabral (PT), apresentou levantamento acerca da evolução dos casos de Covid-19 em Mato Grosso. Conforme análise feita pelo parlamentar, o melhor resultado do isolamento social foi registrado entre os dias 19 e 25 de abril, período em que a taxa de crescimento percentual semanal manteve uma média de 28%, chegando a registrar o nível mínimo de 24%.

“A partir do momento que isolamos, evitamos que a curva tenha um pico muito acentuado e com isso, o sistema de saúde dá conta de todos os atendimentos”Deputado Doutor Eugênio

Efeito do relaxamento -No entanto, após flexibilização do isolamento houve um aumento da taxa, chegando a 35% no dia 10 de maio. “O gráfico mostra o efeito do relaxamento social, que começou em 27 de abril. O impacto dele nós começamos a sentir no dia 10 de maio, quando completou 14 dias após o relaxamento [...] Qualquer mudança no isolamento social hoje talvez não se sinta tanto, mas daqui a uns dias vamos sentir de forma assustadora”, alertou.

Ainda conforme Lúdio, se for mantida a taxa de crescimento da ocupação de leitos do SUS registrada nos últimos 10 dias em Mato Grosso, a expectativa é que 100% dos leitos estejam ocupados até o dia 25 de maio.

 “Até o último domingo tínhamos 99 leitos de UTI disponíveis no estado e recentemente a Secretaria de Saúde divulgou a existência de 214 leitos. Precisamos levantar onde estão esses leitos e se estão em condições de operar. Não adianta o leito se não tivermos profissionais e retaguarda para a UTI funcionar”, completou o petista.

Araguaia - Representante do Araguaia, Doutor Eugênio também demonstrou preocupação com o crescimento de registros de Covid-19 na região, sobretudo em Barra do Garças, onde já foram identificados 30 casos e ocorreram quatro óbitos.

“Tenho uma preocupação muito grande com o Araguaia, pela dimensão e dificuldades que a região enfrenta. Faltam equipamentos de EPI aos profissionais da saúde e com certeza vamos entrar em colapso por falta de leitos de UTI. Essa é a prova de que o Covid-19 está indo para o interior e nossa atenção a esse enfrentamento tem que ser cada dia maior”, disse.

Projetos de lei -  Durante a reunião foram aprovados pareceres favoráveis aos projetos de lei 266/2020, de autoria do deputado Thiago Silva (MDB), que torna obrigatória a higienização periódica das portas, maçanetas, corrimãos, puxadores, interfones e elevadores para todos os edifícios ou condomínios em Mato Grosso; e 399/2020, apresentado pelo deputado Valdir Barranco (PT), que determina que os hospitais da rede privada divulguem para órgão de saúde estadual a ocupação dos leitos de enfermaria e UTI em período de emergência sanitária ou calamidade pública.

Samu - Mais uma vez, os membros da comissão reforçaram posicionamento contrário ao Decreto nº 450 do Governo do Estado,  que determina o retorno da gestão do Samu para o Corpo de Bombeiros Militar, bem como o compromisso em ouvir os secretários de Estado de Saúde e Segurança sobre o assunto. A participação dos mesmos em reunião da comissão ainda será agendada. Participaram da reunião os deputados Doutor Eugênio Paiva, Lúdio Cabral, Doutor Gimenez (PV) e Doutor João (MDB).


Autor: Jacques Grosh com RDNews


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