Domingo, 31 de Maio de 2020

Operação prende suspeito de ataque a carro-forte que terminou com PM morto em Araguacema




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A Polícia Civil cumpriu na manhã desta quinta-feira (21) mandados de prisão preventiva e buscas em varios endereços de suspeitos com envolvimento na tentativa de roubo de um carro-forte em Pequizeiro, na região central do estado do Tocantins .

Esse crime aconteceu em outubro de 2019 e deu início a um cerco policial que durou 15 dias e terminou com a morte de seis suspeitos e um policial militar. Um dos alvos seria o último líder do grupo de assaltantes conhecido como Turma dos Pipocas.

A operação busca cumprir cinco mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em endereços nos estados do Tocantins, Pará e Maranhão. A ação foi chamada de Américo Gama, que é o nome do militar porto pelos criminosos durante confronto.

Os mandados estão sendo cumpridos pela Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC de Palmas) e Divisão de Repressão ao Crime Organizado, além de contar com a participação de vários delegados, apoio tático do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE) e suporte da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Guaraí, além das Polícias Civis dos Estados do Pará e Maranhão.

Conforme o delegado Eduardo de Menezes, um dos mandados de prisão preventiva é contra um dos suspeitos que participou da tentativa de assalto ao carro-forte em Pequizeiro. “Foram seis meses de investigação e um complexo trabalho de cruzamento e análise de milhares de dados para identificar o quinto criminoso presente na cena do assalto, que na época conseguiu se esquivar do cerco montado pelas forças de segurança”, explicou.

De acordo com as investigações, esse suspeito é um dos fundadores da Turma dos Pipocas e um dos assaltantes de banco dos mais procurados do Brasil. A polícia apurou que esse mesmo suspeito foi responsável por um assalto que aconteceu em 2015 em Russas (CE), quando carros-fortes foram atacados. Na fuga, o grupo fez os moradores de um sítio reféns e mataram um soldado da PM do Ceará.

O homem seria última liderança dos Pipocas e foi preso em Belém (PA), nesta quinta-feira (21), em um condomínio de classe média alta onde viva com a família. O criminosos foi levado de helicóptero até a cidade de Guaraí (TO), no Tocantins. Até o fim da manhã, quatro suspeitos tinham sido presos, sendo três em Guaraí e o suspeito em Belém (PA). Durante a operação a polícia apreendeu armas, munições e dinheiro, entre outros objetos. O homem preso no Pará será levado para Palmas nesta sexta-feira (22).

Participação de moradores - Os investigadores identificaram a existência de uma rede criminosa formada por moradores da região, que foram responsáveis por dar o suporte à Turma dos Pipocas e também são alvos de mandados. Eles teriam ajudado tanto no planejamento do atentado, quanto no resgate após o assalto ser frustrado.

Até um fazendeiro conhecido na região teria dado apoio ao grupo disponibilizando um caminhão baú para transportar os assaltantes e o armamento de forma despercebida pelas barreiras policiais. Na época dos fatos, o fazendeiro tentou realizar o resgate do bando e chegou a ser abordado por uma viatura da PM próximo ao local das buscas.

A presença do fazendeiro, que é uma pessoa influente e conhecida na região, não levantou suspeita dos policiais militares e ele acabou sendo liberado. “Esse fato explica, inclusive, o plano dos Pipocas em recrutar moradores da localidade, ou seja, para justamente não despertar nenhuma desconfiança das forças de segurança locais”, ressaltou Eduardo de Menezes.

Entenda - A tentativa de roubo ao carro-forte ocorreu no dia 24 de outubro, quando os vigilantes do transporte de valores foram abordados por cinco assaltantes em uma estrada de Pequizeiro. O grupo cercou o veículo blindado e fez disparos, mas o motorista do carro-forte colidiu com o carro dos criminosos e fez com que capotassem.

Os criminosos furtaram uma moto e depois um carro, mas acabaram perdendo o controle novamente e fugiram pelo mato. Nesse momento, a Polícia Militar começou a perseguição aos assaltantes em um cerco que durou 15 dias. No dia 31 de outubro, sétimo dia de buscas, um grupo de policiais militares interceptou a tentativa de resgate dos cinco assaltantes. A retirada dos criminosos do matagal seria feita por dois suspeitos, que trocaram tiros com a PM e acabaram mortos.

A polícia estabeleceu um perímetro de buscas mais restrito e no dia seguinte localizou os conhecidos Irmãos Pipocas. A dupla era uma das principais lideranças da Turma dos Pipocas. Após nova troca de tiros, os dois irmãos foram mortos, mas também acabaram baleando o sargento Deusdete Américo Furtado Gama, que morreu a caminho do hospital.


Autor: AMZ Noticias com G1


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