Terca-Feira, 29 de Setembro de 2020

Exército suspende registros de atiradores envolvidos na tragédia do Alphaville em Cuiabá




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O Exército Brasileiro anunciou que vai suspender temporariamente os certificados de registro (CR) dos atiradores esportivos envolvidos na morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos.

A garota morreu no dia 12 de julho atingido por um tiro disparado acidentalmente pela arma que estava na mão de sua melhor amiga, no condomínio Alphaville, em Cuiabá. Com validade de dez anos, o CR é emitido pelo Exército para colecionadores de armas de fogo, atiradores esportivos e caçadores.

A informação foi confirmada pela 13ª Brigada de Infantaria Motorizada (Brigada Barão de Melgaço) por meio do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC). Segundo nota, a 13ª Brigada aguarda apenas a autorização do SFPC da 9ª Região Militar para suspender temporariamente a licença.

A nota não cita quais pessoas terão o certificado suspenso. No entanto, sabe-se que toda a família do empresário Marcelo Martins Cestari, 46 anos - pai da jovem que atirou -, possui registro para praticar o esporte. Isso inclui mulher e os três filhos adolescentes: dois de 14 e uma de 17.

O genro, um jovem de 16 anos, e o pai dele, o médico veterinário Glauco Mesquita Correa da Costa, também praticam o esporte. A arma que vitimou Isabele era de Glauco e foi levada até a residência de Cestari pelo genro.

Cassação permanente - A corporação ainda informou que está subsidiando a Polícia Civil com todas as informações pertinentes aos atiradores desportivos envolvidos na investigação. Segundo eles, a suspensão – ainda em caráter temporário – poderá se tornar permanente a depender da conclusão das investigações.

“Após o resultado do inquérito policial instaurado pela Polícia Civil, este Comando de Brigada tomará as providências cabíveis no tocante aos atiradores desportivos envolvidos, podendo até mesmo, solicitar a cassação dos certificados de registros (CR) para as atividades de Tiro Desportivo”, diz trecho da nota.

O caso - Isabele Ramos foi atingida com um tiro no rosto por uma arma que estava sendo segurada pela melhor amiga. À polícia, a adolescente que atirou disse que foi em busca da amiga no banheiro do seu quarto levando em mãos duas armas.

Em determinado momento, as armas, que estavam em um case, caíram no chão. “A declarante abaixou para pegar os objetos, tendo empunhado uma das armas com a mão direita e equilibrado a outra com a mão esquerda em cima do case que estava aberto", revelou a menor em depoimento.

"Que em decorrência disso, sentiu um certo desequilíbrio ao segurar o case com uma mão, ainda contendo uma arma, e a outra arma na mão direita, gerando o reflexo de colocar uma arma sobre a outra, buscando estabilidade, já em pé. Neste momento houve o disparo", acrescentou.


Autor: AMZ Noticias com Mídia News


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