Terca-Feira, 24 de Novembro de 2020

Hackers invadem homenagem a Pedro Casaldáliga e compartilham imagens de Hitller




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Uma celebração online em homenagem ao bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga, morto no ultimo dia 8 de agosto em decorrência de problemas respiratórios agravados pelo Mal de Parkinson e a idade (92 anos), foi alvo de hackers e ataques promovidos por supostos grupos de extrema direita.

A invasão aconteceu no dia 14 passado. Dom Pedro foi uma referência na defesa dos direitos humanos na região do Araguaia e vem sendo alvo de ataques de grupos desde sua morte.

A homenagem estava começando quando a sala virtual, na plataforma Google Meet, foi invadida por três perfis desconhecidos que tumultuaram as falas e canções dos animadores do ritual online. Os invasores compartilharam cenas de filmes pornográficos, músicas com conteúdo sexual, hinos alusivos aos símbolos nacionais e imagens de líder alemão nazista Adolf Hitller.

A celebração, que também estava sendo transmitida pelo canal da Pastoral da Juventude Leste 2 no YouTube, assim preparada em função da pandemia pela Covid-19, e seguindo as orientações pelo distanciamento social que reduz a transmissão do vírus, precisou ser cancelada porque os organizadores do evento não conseguiram retirar, após inúmeras tentativas sem sucesso, os invasores da sala virtual.

Este foi mais um dos episódios que têm sido recorrentes nas redes sociais e nas transmissões de conferências, reuniões e aulas públicas pela internet, no Brasil, orquestradas por grupos que se definem como de “extrema direita” e são responsáveis pela propagação de violência, expressos em conteúdo de ódio no espaço virtual.

O ódio a Dom Pedro Casaldáliga está relacionado à atuação do religioso catalão na Prelazia de São Félix do Araguaia, Nordeste do Mato Grosso, onde exerceu, desde a década de 1970, um papel como mediador dos conflitos decorrentes da implementação de grandes projetos latifundiários na Amazônia brasileira.

Dom Pedro foi responsável também por elaborar diversas denúncias sobre a violência praticada contra indígenas, peões e posseiros, migrantes submetidos a trabalho escravo em grandes fazendas, entre outros, razões pelas quais vinha sofrendo ameaças de morte diretas ou anônimas desde aqueles anos.

Na ultima sexta, os 24 deputados estaduais de Mato Grosso, com origem em todas as ideologias e partidos políticos, assinaram Moção de Repúdio contra o deputado federal Nelson Barbudo (PSL), que fez ataques contra o religioso. Em entrevista a um site local, o parlamentar disse que o religioso “desencarnou para o inferno” e espera que “o capeta o tenha”.


Autor: AMZ Noticias com Mídia News


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