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Norte Araguaia,19/04/2024

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Justiça concede pedido de recuperação judicial do Grupo 7Sete Agroindustrial de Porto Alegre do Norte

Fonte: Redação AMZ Notícias.
Justiça concede pedido de recuperação judicial do Grupo 7Sete Agroindustrial de Porto Alegre do Norte Foto: Arquivo AMZ
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A juíza Anglizey Solivan de Oliveira, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, deferiu o pedido de recuperação feito pela empresa 7Sete Agroindustrial, sediada na capital, propriedade do ex-candidato a deputado federal, Ernando Cardoso, com dívidas de R$ 69 milhões. Decisão foi proferida nesta terça-feira (20), suspendendo, por 180 dias, as execuções fiscais promovidas contra a companhia que, com o deferimento, terá para apresentar um plano de soerguimento aos credores.

As atividades da empresa começaram em 2012, no Rio Grande do Sul, quando ainda tinha o nome do próprio empresário e exercia o comércio varejista de cereais e atacadista de óleos refinados comestíveis até 2014, quando veio para Cuiabá. 

Constituída com capital inicial de R$ 20 mil, a 7Sete Agroindustrial passou a atuar no mercado com este nome em 2015, após ser transformada em Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – Eireli, oportunidade em que começou a prestar serviços de esmagamento de soja para produção de farelo e óleo junto com outra empresa, no Distrito Industrial de Cuiabá.

Foi aí que as primeiras dívidas surgiram. A Grupal Agroindustrial faliu e a atividade de esmagamento foi interrompida para dar espaço exclusivo à compra e venda de grãos, resultando em novas dívidas para cumprimento das obrigações anteriores com as instituições financeiras. 

Em 2018, já com um montante de dívida, a 7Sete recebe oportunidade de esmagar sojas, via arrendamento, em uma unidade situada em Porto Alegre do Norte, que fora desativada. Para isso, Ernando teve que contrair muitos empréstimos para colocar a unidade em funcionamento e produzir 4.000 toneladas de soja esmagada por mês. Empréstimos para maquinários, fornecedores de lenha e hexano também foram feitos.

Em 2020 a dívida já se acumulava em quase R$ 8 milhões e a situação piorou com a pandemia e os lockdowns. Ernando, então, teve que arrendar terras para conseguir continuar cumprindo suas obrigações. Ele passou a produzir a própria soja para que a fábrica de Porto Alegre do Norte pudesse processar matéria prima com preço competitivo no mercado. Novas dívidas foram contraídas para que os investimentos pudessem ser feitos. Em 2021 o acúmulo já girava em torno dos R$ 15 milhões.

Para fomentar a própria atividade de esmagamento sem depender da compra de soja de terceiros, Ernando tirou capital da própria 7Sete e, além dos altos gastos e com a adequação da produção, a soja atingiu patamares não imaginados pelo empresário na safra 2021-2022, 2022-2023. 

A quantidade colhida não supriu os custos de plantio e a atividade rural já começou com prejuízo. Em 2022, a empresa adquiriu R$ 70 milhões em soja e se comprometeu a pagar parte deste total em 2023, o que não se completou, acarretando no colapso do fluxo de caixa da empresa e ações de bloqueio por parte dos credores.

Ernando, então, saiu de Porto Alegre do Norte e voltou para Cuiabá buscando soerguimento e, assim, foi acusado de dar calote em diversos produtores de soja na região. Defendendo-se da acusação, no pedido de Recuperação Judicial, o empresário alegou que em agosto de 2023 negociou com vários corretores a compra de grãos e foi quitando e renegociando com aqueles que podia.

No entanto, as denúncias do suposto calote resultaram em liminares concedidas pela Justiça contra Ernando, acarretando no arresto de diversos de seus bens. No pedido, o empresário sustenta que já registrou boletim de ocorrência e que vai mover ação judicial por injúria e difamação.

De acordo com o pedido, a fazenda da empresa, a indústria, os equipamentos, e bens gerais foram bloqueados de Ernando recentemente, não restando a ele outra opção senão ajuizar o pedido de Recuperação Judicial para dar conta dos R$ 69.215.433,81 milhões em dívidas e continuar as atividades da empresa que, somente de folha de pagamento aos 130 funcionários, pagava em torno de R$ 350 mil mensais.

Examinando o pedido, a magistrada considerou que a empresa cumpriu todos os requisitos para a concessão da medida e deu início ao processo de recuperação. “Diante do exposto, defiro o processamento da presente recuperação judicial ajuizada por Ernando Cardoso e 7Sete Agroindustrial, que deverão apresentar um único Plano de Recuperação Judicial, observando-se as exigências contidas nos artigos 53 e seguintes da lei de regência, sob pena de convolação em falência”, decidiu ela.

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